Falta de medicamentos leva PCP a requerer uma Audição com o Secretário da Saúde

São várias as notícias da falta de medicamentos na unidade do SESARAM – Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, EPE, que têm vindo a público nos últimos dois anos. Umas assinaladas por instituições de apoio aos doentes, por ordens de profissionais ligados à saúde e por particulares que se queixam que as patologias de que padecem estão seriamente comprometidas no seu controlo, mesmo que esporadicamente, faltam medicamentos na Região. O próprio antigo Secretário Regional da Saúde admitiu a situação, publicamente, e em sede de Comissão Parlamentar, algumas dessas situações, ou seja, a ocorrência de falhas e rupturas de medicamentos no SESARAM – Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, EPE.

Nestas falhas têm sido divulgadas, sobretudo aquelas que pela gravidade das doenças e do facto de muitas não poderem ser privadas ou sequer interrompidas na sua administração medicamentosa, como sejam o cancro ou a seropositividade ou a infecção por H.I.V., entre outras, de natureza endócrina ou neurológica, por exemplo, cujos doentes não podem ser privados do seu uso contínuo, sob pena de haver sérios riscos no impacto da sua saúde e bem-estar. O PCP-Madeira abordou sobre esta situação e apontou que o Governo Regional, através da tutela da saúde “tem desmentido reiteradamente as notícias vindas a público sobre a falta de medicamentos na Região, classificando-as mesmo como “alarmistas” e como produto de “ignorância” de quem as denuncia, mas a verdade é que as denúncias são muitas, repetidas e reconfirmadas ao longo do tempo”.

O PCP requereu, esta manhã, ao Parlamento uma Audição com o Secretário Regional da Saúde, “por se considerar que a tutela da saúde deve a este Parlamento e aos madeirenses toda a informação rigorosa sobre esta matéria, nomeadamente sobre o provimento adequado e atempado de medicamentos na Região Autónoma da Madeira ou sobre um eventual fracionamento do stock de medicamentos”.

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