EUA vão abandonar a UNESCO

Os EUA vão abandonar a UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. Na origem da retirada, já confirmada pelo Departamento de Estado norte-americano, estão uma série de resoluções aprovadas pela UNESCO que os EUA consideram ser contra os interesses de Israel, país seu aliado no Médio Oriente.

No comunicado de imprensa em que anuncia a decisão, o Departamento de Estado dos EUA informa que notificou a directora-geral da UNESCO, Irina Bokova, “da decisão dos EUA de abandonar a organização e procurar estabelecer uma missão de observador permanente na UNESCO”. O governo norte-americano destaca que a decisão “não foi tomada de ânimo leve” e reflecte “as preocupações dos EUA” relativamente à necessidade de uma “reforma fundamental na organização” e ao “contínuo comportamento anti-Israel na UNESCO”.

O conflito que levou à retirada do país da UNESCO, confirmada esta quinta-feira remonta a 2011, altura em que os EUA cortaram o financiamento à organização depois de esta ter votado uma resolução para incluir a Palestina como membro. Segundo a Associated Press, a decisão surge numa altura em que a UNESCO está a meio do processo de eleição de um novo director, processo que está a ficar marcado pelos problemas financeiros da agência e pelas discórdias sobre se a Palestina deve ou não ser membro da organização. De acordo com a Reuters, até 2011 os EUA contribuíam com cerca de 80 milhões de dólares para o orçamento da UNESCO, representando cerca de um quinto do orçamento geral da instituição.

A decisão dos EUA de sair da UNESCO tem efeitos a partir de 31 de Dezembro. Até lá, o país mantém-se como membro de pleno direito.

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